sábado, 15 de março de 2008

Heresiah - Rio de Janeiro/RJ



Heresiah é uma banda carioca que está a 3 anos na estrada. Abordam temas comuns do cotidiano e sempre colocam mensagens que possam acrescentar algo à quem escutar as suas canções. “Como é uma fusão de muitas influencias, acaba saindo músicas com uma cara bem diferente”, diz o vocalista e guitarrista Thico, com quem a entrevista foi realizada. Eles afirmam que o underground está difícil a cada dia, porém não escondem a vontade de continuar nesse caminho até que o sonho se torne realidade. Com influências que variam de Dream Theater a Chico Buarque, Heresiah prova pra todos nós que, definitivamente, rótulos são apenas para geléias.


Entrevista realizada por Vanessa Samara com o vocalista e guitarrista Thico.


Cinta-Liga: Comece falando pra gente um pouco sobre a Heresiah.
Thico: A Heresiah tem 3 anos de estrada, num estilo não muito definido porque temos muitas influências e isso nos ajuda a criar um som próprio e sem rótulos.


Cinta-Liga: E quais são as influências?
Thico: As principais são Los Hermanos, Fresno e Reação em Cadeia.


Cinta-Liga: São bandas com letras e melodias bem parecido, concorda?
Thico: É, um pouco. Cada uma delas aborda temas de modo diferentes, Los Hermanos é algo bem mais complexo que Fresno, cujas letras têm com muito mais emoção e o som está bem atual na cena. O Reação também mostra letras emotivas, porém o som é diferente.


Cinta-Liga: E a Heresiah busca transmitir que tipo de mensagem nas composições?
Thico: Buscamos abordar todos os assuntos do cotidiano, problemas que todo e qualquer ser humano passa. Não só amor, mas conflitos pessoais mesmo.


Cinta-Liga: Como é a cena underground pra vocês no Rio de Janeiro?
Tchico: Hoje infelizmente está algo muito uniforme, muita banda, pouca diversidade e também passamos por problemas de eventos, porque aqui (como acredito que em boa parte da cena fora do Rio) se cobra às vezes muito alto pra uma banda tocar, sendo que pra mim, uma banda não deveria ter custos pra tocar em eventos. O cenário não só aqui, como fora também, precisa de bandas que inovem, tragam algo diferente.


Cinta-Liga: E qual é o diferencial da banda pra passar por cima disso?
Thico: Pelo fato de termos muitas influências (e quando eu digo influência você pode imaginar de Dream Theater a Chico Buarque) a gente tem feito músicas que, como te disse acima, abordam todo o tipo de situação do cotidiano, com melodias leves, pesadas, com pouca distorção, com muita. Como é uma fusão de muitas influências, acabam saindo músicas com uma cara bem diferente.


Cinta-Liga: Uau, Dream Theater! Imagino que não seja fácil fazer música com influências tão dispersas assim, né?
Thico: No começo foi um pouco complicado, mas depois cada um começou a respeitar o espaço do outro, e aí sim a coisa começou a correr melhor. Temos um ponto em comum e isso é muito bem focado, as influências que diverge entre a gente é posto na parte individual e isso é muito bem respeitado na banda.


Cinta-Liga: Nesses três anos a banda nunca mudou de formação?
Thico: Mudou mil vezes! (risos) Só ano passado mudamos 3 vezes de guitarrista, mas eu que sou o vocal e a Jessy que é a baterista estamos há 3 anos nessa estrada, o baixista mudou uma vez só, hoje é o Dani que está a um bom tempo. A formação atual é a seguinte: Thico no vocal e guitarra, Cyro na guitarra, Jessy na bateria e backing vocal e o Dani no baixo.


Cinta-Liga: Ótimo, pra finalizar eu deixo um espaço livre pra você agradecer a alguém ou simplesmente mandar algum recado.
Thico: Primeiramente agradecer vocês do Cinta-Liga pela oportunidade e pelas portas que vocês estão abrindo pras bandas, que isso é bem difícil hoje em dia. Quem quiser conferir nosso fotolog, vídeos, músicas (que por enquanto é a prévia da nossa EP que vai sair) e nossa agenda, é só procurar Heresiah em comunidades que vai encontrar! E também agradecer a todos que nos apóiam e comparecem aos nossos shows.


Links:


Vídeos - http://www.youtube.com/heresiahrock
Mp3 - http://www.myspace.com/heresiah
Comunidade no Orkut -
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=21321739
Fotolog -
http://www.fotolog.com/bandaheresiah


quinta-feira, 6 de março de 2008

Emplasto - São Paulo/SP

Banda paulistana nascida em março de 2006. Na formação Sandro Rock no baixo, Luiz Navarro na guitarra e Marco Mineiro na bateria, acompanham com entrosamento o vocalista Fábio Gabriel em suas letras, fazendo da banda um conjunto original que merece a atenção dos ouvintes de boa música. O nome veio da identificação da Banda com o trecho da obra de Machado de Assis, "Memórias Póstumas de Brás Cubas", onde o personagem principal do livro quer inventar um remédio intitulado de "Emplasto Anti-hipocondríaco" para curar a melancolia da humanidade. Emplasto quer apresentar um rock nacional com personalidade e atitude na medida certa. A banda seguirá mostrando seu trabalho para pessoas dispostas a renovar seu repertório de favoritos, e principalmente para aqueles que acreditam que a música continua sendo um grande veículo de voz ativa, de conhecimento e cultura indispensável. E nesta semana a banda disponibilizará mais 3 músicas no Tramavirtual, corra lá e confira!

Entrevista realizada por Vanessa Freitas, com Fábio.


Cinta-Liga: Vamos lá, conte-me um pouco sobre a banda!
Fábio: O Emplasto é uma Banda que surgiu em março de 2006. O grande objetivo da banda foi sempre fazer músicas autorais, sempre passando alguma mensagem. Sempre seguimos o espiríto da letra para colocarmos a melodia, por isso procuramos não nos vincular muito a só um estilo... Temos reggae, punk rock, ska, MPB... Enfim, amamos a música em todos os seus seguimentos!

Cinta-Liga: Nossa, muito maneiro misturar ska nisso tudo!
Fábio: Então, na verdade somos apaixonados por SKA também. É um estilo de som super alegre, super energia, dançante, é meio praia...rs

Cinta-Liga: E com ritmos diversificados, as letras de vocês são assim também ou vocês têm temas específios?
Fábio: A gente também procura diversificar os temas. No nosso primeiro trabalho falamos sobre as imperfeições das pessoas em "Tão Vazio", falamos sobre encarar as coisas de frente em "Fugir", sobre indecisões em "Multiuso"... Enfim, cada música tem sua mensagem em particular. E falamos de saudades em "Fotografias Coloridas"... Todos perguntam pra gente: "Saudades de quem???"

Cinta-Liga: E a resposta...?
Fábio: Quando essa música foi feita, era tentando descrever uma separação, onde estavam envolvendo crianças, pai, mãe... e na época, fiquei observando muito o comportamento de cada um dos envolvidos e me surpreendeu muito os gestos do pai, que era um homem aparentemente "forte", mas o quanto ele estava mal de se separar das crianças. Mas cada um tem o seu jeito de interpretar essa música... Já vi milhares de pessoas dizendo o significado, e o mais interessante é que todas as histórias batiam com a poesia da letra... Música é assim!

Cinta-Liga: É, sempre tem alguém que vê outras interpretações para as letras e isso é legal afinal, para cada coração um sentimento, não é?! Bom, a banda nasceu em março de 2006... vocês matêem a mesma formação?
Fábio: Sim, somos em quatro integrantes: Luiz Navarro na guitarra, Marco Mineiro na batera, Sandro Rock no baixo e eu, Fábio Gabriel no vocal e guitarra base. Graças à Deus a banda nunca trocou a formação. Espero que siga assim pra sempre!

Cinta-Liga: Que ótimo, eu também espero! Quanto aos trabalhos... vocês já tem um CD pelo que você me disse né?
Fábio: Esse CD chama-se "Antes que os Granizos Virem Chuva" e contém 11 canções. Gravamos em duas partes: em setembro de 2006 (cinco músicas), e em janeiro de 2007 (seis músicas). Temos mais um trabalho pra lançar, mas por enquanto queremos explorar mais o primeiro disco, divulgar mais ele, deixar ele mais conhecido. Estamos com ele debaixo dos braços ainda, levando pra todo canto!

Cinta-Liga: E como está sendo a venda desses discos? Vocês estabeleceram uma meta, atingiram-na?
Fábio: Na verdade, estamos à procura de um selo para que a distribuição seja com uma maior proporção. Por enquanto, fazemos como a maioria das bandas novas fazem, reproduzimos o CD de forma artesanal. Então PRODUTORAS e SELOS, estamos a procura de vocês!

Cinta-Liga: Aê, recado dado! E os shows, como vão?
Fábio: Esse ano estamos com uma meta de tocar em outras cidades, conhecer outro público. No começo do ano tocamos em uma cidade que faz divisa com o Paraná, no litoral Sul, e foi uma grande experiência. Em São Paulo a gente toca bastante e corremos bastante atrás de shows, até mesmo por que uma apresentação legal é uma grande divulgação, onde a propaganda boca a boca funciona.

Cinta-Liga: Pra finalizar, quer mandar recado e/ou agradecer alguém?
Fábio: Quero agradecer a todas as pessoas que acreditam na gente, amigos, família, internautas de plantão. A gente precisa muito do apoio de todos, sempre é mais um motivo pra acordarmos mais motivados e certos dos nossos objetivos. Agradecer a vocês do Cinta pela oportunidade de um espaço muito valioso... Valeu mesmo!


Links:

Site Oficial - http://www.emplasto.com.br/
Fotolog - http://www.fotolog.com/rock_emplasto
Tramavirtual - http://www.tramavirtual.com.br/emplasto
Purevolume - http://www.purevolume.com/emplasto
Myspace - http://www.myspace.com/emplasto
Profile - http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=5251778030421098648
Comunidade - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=16646672
Palco mp3 - http://www.palcomp3.com.br/emplasto

Confira também nosso fotolog!
http://www.fotolog.com/cinta__liga

A incrível história da/de/do Cinta Liga!


Cinta Liga é um "selo" criado no dia 27 de setembro por Camila e Vanessa durante aula de Física, com a intenção de divulgar bandas do cenário underground brasileiro de um jeito diferente e feminino através do fotolog e do blog. Com uma singela repercussão logo na primeira semana, criamos coragem para produzir o primeiro show com o nome "Cinta Liga", que seria no dia 8 de dezembro com a banda paulista Aditive. Sendo a organização do show muito elogiada, o Cinta Liga seguiu em frente com muitas idéias a serem colocadas em prática logo após as férias. Daí novidades e mudanças com a breve passagem de Josi Grenge por aqui, e, hoje a surpresa é a entrada da Lary, formando assim nossa pequena equipe de 3 integrantes! Estamos em constante processo de aprimoramento para que vocês possam usufruir de nossos trabalhos!

PERGUNTAS FREQUENTES
- "Por que Cinta Liga?"
Queríamos colocar um nome brasileiro, feminino e que não fosse muito usado

- "Como podemos divulgar nossa banda?"
Simples e indolor! Basta nos enviar um release com a história da banda, cidade/estado, formação, foto e links de multimídia para contatocintaliga@gmail.com
Se a banda quiser, fazemos entrevistas, faixa-a-faixa, quiz, desenho, piadas... o que mandar!

- "Posso enviar para o hotmail (e add no msn)?"
À vontade, aceitamos materiais tanto no gmail quanto no hotmail. Porém usamos o hotmail para trocar informações e realizar entrevistas (bate-papo descontraído).

QUEM SOMOS
A equipe é composta por:
- Camila Ribas: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2351180835220923163
- Lary Nunes: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15392122785837877655
- Vanessa Freitas: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=5315239578302060047

LINKS
Fotolog: http://www.fotolog.com/cinta_liga
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=4974056665520360718
Comunidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=40119186
Contato: cinta__liga@hotmail.com

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Garbbo - Santo André/SP


Integrantes remanescentes da banda Roxigênio, com o intuito de produzir um som que ousasse mesclar peso e a pegada hardcore. Dessa mistura, nasceu o estilo próprio de tocar, com um peso singular, aliado à melodia. Garbbo, composta por Jamaika (vocal), Will (guitarra/ backing vocal), Dema (guitarra/ backing vocal), Alvimar (baixo) e Molas (bateria). Agora, a banda se encontra compondo material para gravação de seu debut e espera levar seu som ao máximo de pessoas possíveis, que tanto se identificarão com o peso musical, quanto às letras melódicas.

Entrevista feita por Vanessa, com Will.


Cinta-Liga: Let's go... comece falando sobre a Garbbo.
Will: A Garbbo é uma banda que nasceu em Junho de 2007, formada pelos ex-integrantes da Roxigênio...logo de cara a gente somente cumpriu os shows que estavam agendados para a banda antiga, mas logo em frente a gente viu que o som estava muito bom e que todos tinham vontade de prosseguir com a banda. Então arrumamos um baixista (o Alvi), e começamos a escrever mais canções próprias, o que tem agradado um pouco mais o pessoal que sempre procura por coisas novas.

Cinta-Liga: E com pouco tempo de formação, como vocês vêem o crescimento da banda?
Will: De fato o crescimento da banda vem se dando acelerado por alguns fatores favoráveis. Talvez pelo local de nascimento da banda, aqui no ABC paulista, onde a cena independente sempre foi forte. Às vezes eu acho mesmo que é o entrosamento que nós 5 temos, tanto na hora de compor, quanto na hora de gravar e nos shows. Logicamente que quem trabalha sério, que faz o que gosta com amor a camisa, provavelmente virá a colher bons frutos no futuro....e espero que o nosso esteja bem próximo.

Cinta-Liga: Sendo assim, qual o futuro que vocês esperam pra Garbbo?
Will: A gente só espera poder fazer música até velhinhos! (risos) Mas sério, acho que o futuro que a gente espera é o de levar a nossa música e a bandeira da cena independente cada vez mais longe, fazer mais pessoas se familiarizar com o rock'n'roll... a cultura brasileira desfoca muito esse tipo de som, e se a Garbbo conseguir fazer com que as pessoas possam começar a ouvir rock sem aquele pudor de "música do diabo", acho que nossa meta será alcançada.

Cinta-Liga: O rock em si vem perdendo espaço para o famoso e polêmico Hardcore Melódico. Hoje, as bandas independentes não fazem mais covers de bandas de rock nacional, como Capital Inicial, Legião e internacionais como Nirnava... Começam com covers de Blink 182 e Nx Zero. Você acredita que mesmo assim bandas independentes que fazem rock ainda podem ter o seu espaço e fazer sucesso?
Will: Na verdade, a garotada que vem começando a tocar hoje em dia já não começa a tocar por ter ouvido um bom album do Titãs, Engenheiros ou mesmo um Nirvana ou um Guns da vida, como era na década de oitenta/noventa. Se você imaginar que nessa época, a influência musical deles vinha de programas de rádio, onde somente o som realmente interessava, e comparar com o dia de hoje, onde a televisão te vende um pacote de imagem + áudio, onde, se um não for tão bom, o outro acaba sobressaindo, você vai poder detectar que o rock da década de oitenta e noventa já não agrada mais a molecada que está começando a tocar algum instrumento. Aquele "rockzão" não tem a imagem que a mídia quer vender hoje em dia, e essa imagem anda distorcendo demais o que realmente importa, que é a música em si. Hoje em dia todos os artistas que passam pelo mainstream são "ratos de laboratório" das gravadoras... e se pensarmos assim, caímos em alguns casos, onde bandas subiram, caíram e sumiram. Pega o caso do Tihuana ou do O Surto, por exemplo... apareceram com propostas muito "rentáveis" pra mídia, e depois foram descartadas. O mercado fonográfico brasileiro é muito vulnerável ao que se vende no mercado internacional.

Cinta-Liga: Concordo plenamente quando você diz que hoje em dia vende-se um pacote de imagem+áudio e é aí que entra a questão de fazer música pra ganhar dinheiro: cinco rostinhos bonitinhos resolvem fazer uma banda pra ganhar dinheiro. A coisa ficou mais "Backstreet Boys" do que o imaginável... (Claro, sem generalizar)!
Will: Com certeza! A última coisa que se interessa hoje, para se ganhar dinheiro com música, é a própria música em si. É claro que se você conseguir reunir rostos bonitinhos, estilos moderninhos e boa música, você consegue suprir esse pacote proposto pela mídia, salvo alguns casos que nem assim se consegue "subir" e alcançar o topo. Tudo depende da Oferta/Procura do mercado fonográfico (mais a parte visual que a musical).

Cinta-Liga: E como vocês pretendem domar essa situação e conseguir o destaque na cena?
Will: A cena vem sido construída de duas formas bem distintas. Hoje você tem bandas que nasceram no underground e que nunca vão sair dele e bandas que, "alavancadas" talvez pela sorte ou pela competência, conseguem destaque. Pode-se assistir hoje, diversos shows excepcionais somente com bandas sem destaque. Potecialmente, o mercado está aberto. O "BOOM" que o hardcore conseguiu nesses últimos anos, chamou a atenção de várias pessoas interessadas em fazer as coisas fluírem e de pessoas que realmente querem se aproveitar desse mercado aberto. Se você hoje consegiur se "esquivar" de oportunistas e conseguir fazer seu som cair na graça do público sem precisar passar por cima de ninguém, com certeza, seu destaque na cena só tende a crescer.

Cinta-Liga: Então vamos falar de som. Como é som da Garbbo e quais as influências para ritmos e composições?
Will: Bem, cada um dos integrantes da banda tem uma "formação" musical bem distinta, nos termos de influência, do que ouviu quando começou a tocar, etc... eu sei que temos variações de gostos muito diferentes, que vão desde Chorinho até Brutal Death Metal! Mas claro, quando dosamos a quantidade necessária de cada influência em cada uma de nossas melodias, conseguimos agradar a todos da banda e, consequentemente, o público que ouve Garbbo. Quem ouvir Garbbo vai dizer "Oh! Isso é diferente". Já captamos essa reação do público em alguns shows, e sempre tivemos opiniões positivas das pessoas do meio musical. Nessa direção que a banda vai continuar trilhando, tentando aproveitar ao máximo os ritmos que fluem quando estamos compondo e colocá-los dentro de uma grande garrafa, misturá-los e quando você abrir, você vai dizer: "Oh! É Garbbo". Essa é a intenção que temos desde o início na nossa música.

Cinta-Liga: E nas composições, qual o diferencial de vocês? Vocês procuram seguir um mesmo tema ou buscam fazer o que sentem vontade?
Will: Bem, eu costumo escrever muito, então, basicamente eu apareço com uma idéia ou uma letra, ou uma melodia. Sentamos, discutimos o que queremos fazer, escrevemos a música e aplicamos nos instrumentos. O nosso entrosamento é muito bom quando se fala em composição. As letras da banda são interessantes porque não são complexas, mas também não são simplórias. Em algumas letras, as lacunas ficam abertas para que o ouvinte consiga imaginar de onde vieram tais pensamentos, mensagens... e para onde irá tudo aquilo que se pensou durante a música. Nossas letras não são pessimistas e nem livrinhos de auto-ajuda, somente fazem com que o ouvinte possa buscar realmente o que lhe falta, o que lhe faria pensar duas vezes, ou até mais.

Cinta-Liga: Genial! E que recado você deixaria pra alguém que está afim de fazer rock?
Will: Olha, hoje em dia, fazer rock infelizmente é o que eu chamo de "roleta russa": você vai continuar tocando, fazendo o que gosta, até que em um momento você vai olhar pra si próprio e vai dizer "Será que é isso que eu quero pra minha vida?", e aí...BANG.... é o momento em que você não mais se verá fazendo rock por amor, pela paixão de subir em um palco com sua guitarra e fazer aquele barulho que você tanto ama. Então, se hoje, alguém quer começar a fazer rock, tem que fazer isso ser intenso, tem que vir de dentro de você. Com certeza se você começar a tocar em uma banda com essa vontade dentro de si, provavelmente os "deuses do rock" vão te recompensar, e você se sentirá o maior de todos os rockstars, pode ter certeza disso.

Cinta-Liga: Pra encerrar, fique livre pra fazer algum agradecimento.
Will: Bem, eu tenho que agradecer com certeza primeiramente nossos fãs, que sempre contribuem no nosso dia-a-dia e que vão aos shows e cantam, dançam, pulam, gritam... Essa força é sempre recíproca entre palco e público, e é isso que me faz querer continuar fazendo rock! Também às pessoas que aturam meus spams diários nos fotologs deles, enfim. Um abraço especial aí para as bandas De La Rue e IMPROVISO¹³, porque dentre todas as pessoas envolvidas com bandas que conheci no meio musical, realmente foram as que mais nos ajudaram e apoiaram até agora, e também agradecer à você pela oportunidade de divulgar um pouco mais o nosso trabalho. Parabéns pelo seu trabalho e esperamos ver vocês batalhando pela cena independente por muito tempo ainda!

Links:

Fotolog - http://www.fotolog.com/garbbo
Purevolume - http://www.purevolume.com/garbbo
Comunidade - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33444385
Profile - http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15300322824477032419
Palco mp3 - http://www.palcomp3.com.br/garbborock

Confira também nosso fotolog!
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Food4Life - São Paulo/SP


Food4Life vem trilhando seu caminho há nove anos, desde que realizou o primeiro show no parque do Horto Florestal em São Paulo. Nesse meio tempo, a banda apresentou uma demo-tape, o primeiro álbum Enjoy em 2000, diversas coletâneas e o videoclipe da música “Close your eyes”. Além disso, seus integrantes passaram a tocar ao lado de bandas nacionais (CPM 22, Hateen, Incocentes, IRA!, Dead Fish, Ratos de Porão) e internacionais (Shelter, No Fun At All, Bambix, Pulley, MxPx) dando-lhe uma maior importância à musica independente nacional; e com o lançamento do home video São Paulo Hardcore Scene, o primeiro da América Latina a ter bandas de hardcore, a Food4Life se tornou uma das maiores revelações brasileiras no estilo. Formada por Roberto "Poder" na bateria, Gustavo na guitarra e vocal, Helinho no baixo e Bolacha também na guitarra desde 2002, a Food4Life evolui a cada ano para a construção de um estilo próprio, sem meio termo. Com esses conceitos um novo álbum foi lançado em outubro de 2004,totalmente gravado em português e intitulado como Mais Uma História, o disco apresentou um grande amadurecimento musical e lírico da banda. Influenciados principalmente pelo hardcore californiano, os integrantes buscaram reunir em suas músicas elementos de grupos de rock atuais como o Foo Fighters sem menosprezar os aspectos do bom e velho heavy metal ao estilo do Metallica, uma das principais referências do Food4Life. Este ano agora é um momento de espera pelo mais recente trabalho, Tormenta. Batendo no batente por quase todo o ano de 2006, a banda teve o auxílio do produtor Kuaker (ex-Yo-Ho-Delic) que já havia executado a mesma tarefa com as bandas CPM 22 e Blind Pigs. A mixagem ficou por conta de Phil Fargnoli, guitarrista do Dead Fish, e Fernando Sanchez, baixista do CPM 22. E devido à proximidade e amizade, o álbum ainda tem as presenças de Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish, e da banda cearense Switchstance. A produção deste disco faz parte de mais uma etapa da jornada que a Food4Life pretende seguir por muito tempo. O objetivo é continuar realizando mais shows por todo o Brasil, conhecendo novos lugares, pessoas, bandas e estabelecendo novos laços de amizade, além de manter sempre a mesma postura no palco com energia positiva e adrenalina. É uma busca por um som rápido com melodias marcantes que conscientizem e, acima de tudo, divirtam o público cativo. A banda disponibiliza em sua página no Tramavirtual os dois primeiros CD's completos (Enjoy e Mais Uma História) para download e 4 músicas do novo CD Tormenta.


Entrevista feita por Camila, com HELLinho.


Cinta Liga: Vamos lá então, comece falando um pouco sobre a banda...
Hell: Bom, somos uma banda paulista de 9 anos de idade, 3 CD's lançados, sendo que o terceiro é o mais novo e se chama TORMENTA, irá sair no começo de 2008!


Cinta Liga: Legal! E nesses 9 anos de estrada, qual foi o acontecimento que mais marcou a história da banda?
Hell: Houveram vários acontecimentos, o que veio na cabeça agora foram nossas tours pelo Nordeste que sempre foram bem fodas, o dia que a gente tocou com o MxPx aqui em São Paulo em uma casa de shows muito foda, chamada Tom Brasil, a gravação do home vídeo "São Paulo HC Scene" em 2000 marcou bastante também, por ser o primeiro documentário sobre hardcore da América Latina.


Cinta Liga: Nossa, que bom hein! E de onde vem o nome da banda?
Hell: Então, Food4life. Quem deu a idéia foi um amigo que esteve em Los Angeles e lá tem uma loja de comida natural que se chama Food4life, daí ele acabou sugerindo e a gente curtiu, mas eu acho que música alimenta a vida também, então Food4life!!


Cinta Liga: Bem, quanto às letras... no começo, vocês músicas em inglês, houve algum motivo maior para a mudança pra músicas em português?
Hell: A gente vêm da época em que a maioria das bandas cantavam em inglês, nós, Dead Fish, Garage Fuzz, Street Bulldogs... Então o português era meio que uma aversão, só que o Gustavo (vocalista) sempre cantou MPB em barzinhos, então ele tinha uma maior facilidade com melodias cantadas em português, daí resolvemos experimentar, fizemos 2 músicas: "Realização" e "Caminhos Cruzados", ficou muito foda. De lá pra cá mudamos então o idioma, mas foi de uma forma bem natural mesmo, nada forçado!


Cinta Liga: E de onde vem a inspiração para as letras? Quais as influências da banda?
Hell: Bom, é bem variada, no último CD por exemplo, tem uma música que a letra é inspirada no filme "Encontros e Desencontros", tem letras sobre relacionamentos, sobre o caos urbano em que vivemos, tem uma letra que o Rodrgio do Dead Fish escreveu com a gente, que é um lance bem pessoal, a gente não se prende à um tema, escreve de acordo com nosso estado de espírito, inspiração... Quanto às influências, acho que hoje em dia as principais são Bad Religion, Hot Water Music, No Use for A Name, Lagwagon, Only Crime, Rise Against e bastante metal, tipo Metallica, Anthrax, Slayer e por aí vai!



E agora confira o "faixa-a-faixa" exclusivo do novo CD "TORMENTA".

Desencontros
Essa abre o CD e é meio auto análise, deixando todo o passado para trás, entrando numa nova fase de cabeça. Escolhemos ela pra abrir, muito por causa da batida também que encaixou legal com a porrada que vem em seguida.

Incertos Dias
Segue a paulada, com esse som a gente mostra a nossa vontade de interagir com a galera e trocar novas experiências. Seja de forma positiva ou negativa, o dia seguinte é sempre incerto e misterioso. Acho que essa faixa introduz esse clima de território e temas que a gente ainda não tinha explorado.

Assim Na Terra Como No Inferno
O primeiro som desse novo álbum que a gente já havia lançado como single foi um grande termômetro pra os novos sons que vieram. Pra nós, admitir e usufruir de novas influências sempre soou muito incerto e pretensioso, mas com a galera abraçando nossas novas idéias a gente se sentiu bem mais livre e arriscou mais.

Aversão Aos Fatos
Hardcore é foda. Lembro que essa música a gente fez em dois ensaios, depois que a gente terminou deu aquela sensação tipo "o quê que é isso?!". Parecia que tinha passado um trem por cima da gente. Foi difícil passar o peso da gente tocando ao vivo esse som pro CD, acho que o negócio é todo mundo conferir e dar suas opiniões.

Sexto Sentido
Vou contar um segredo. Toda vez que a gente está fazendo novos sons alguma coisa remete ao Bad Religion, e a gente apelida a música assim. No "Mais Uma Hsitória" foi "Paraíso Perdido", no "Tormenta" é esse som, punk melodioso mas simples. Meio skate mas com umas linhas de guitarra bem modernas.

Involução
Essa faixa mistura um pouco de tudo, é rock, é metal, é hc. A letra é meio tenra demais em relação à base, mas no final fica bem claro qual é a mensagem.

Estática
A gente sempre foi uma banda que gosta da estrada e isso nos levou a aprender e conhecer muita gente durante os quase dez anos de banda. Em 98 eu conheci o Maurílio da Switch Stance e desde então sempre fomos de encontro a eles pro Nordeste e recebemos eles aqui em Sampa também. Essa música é nossa primeira parceria e também é o primeiro som que a gente compõe junto com outra banda e resultado foi tão legal que a gente toca sempre nos shows, com eles ou sem eles.

Tormenta
Faixa titulo, como sempre há. O engraçado é que esse som pouco tem a ver com o tema que norteia o disco, é na verdade uma música meio romântica. A gente sempre teve uns sons assim e acho isso bem legal, afinal, roqueiro também ama é ou não é?

Me Dê A Mão
A gente pegou essa pra começar a divulgar o CD, temos um clipe dela e curtimos muito tocar ao vivo. A história é sobre ser parceiro mesmo, apesar de todos os percalços, se a gente se une vai pra frente, evolui. Tem uma espécie de duelo de guitarra que foi muito legal de fazer nesse som.

Terceiras Intenções
Esse som tem uma idéia meio de auto afirmação que o peso das guitarras deu um suporte foda. Não é por que o som é nosso não, mas a entrada é empolgante.

O Porto Velho
A segunda participação no CD é do Rodrigo Lima. Nossa amizade com a galera do Dead Fish já vem de muito tempo e rendeu muitos shows e viagens pelo Brasil, mas ainda não tinha rendido uma parceria. O Helinho me ligou um dia e disse "dessa vez não dá pra deixar ele passar…" Eu concordei e no mesmo dia liguei pra ele. O tema da música surgiu de conversa na casa dele, a gente contando "causos" da vida, então nos vimos dentro de uma situação em comum que é lidar com a maturidade. Seja a nossa, seja a dos amigos, ela traz uma seriedade que tem prós e contras. Tentamos falar um pouco sobre isso.

A Cura
Essa foi muito simples, eu escrevi meio de sopetão inconformado com as manchetes do dia, aquela velha história. O engraçado nessa faixa é que ela foi muito foda de gravar por que a gente não encontrava o tom ideal, não sei se a gente chegou lá, mas ficamos bem felizes com o resultado.

Caminhos Cruzados
O que eu posso dizer? Esse som a gente regravou por que ele ficou perdido numa coletânea que não foi mais editada e ,a pedidos, a gente ia colocar como um bônus track mas ela acabou entrando como parte da compilação mesmo. Esse som marcou uma fase muito boa pra nós e foi muito bom regravá-la, deixamos ela mais direta ainda e as guitarras estão soando bem melhores agora. Ela fecha o CD e a gente teve a impressão de que ali era o lugar perfeito pra ela, parece que foi feita pra encerrar esse trabalho como uma junção positiva de passado e futuro.


Links:


Confira também nosso fotolog!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Tango - São Paulo/SP



Apresentamos hoje a primeira banda do ano, não poderíamos estar começando melhor!

Baile... Ouça... Sinta e entenda!
O Projeto Baila Tango nasceu de uma junção de idéias dos irmãos Filipe e Daniel Pampuri, com os músicos Lierson Mattenhauer, Philipe Varro e Marcelo Klemig, que tiveram como o diferencial, juntar as principais sensações e sentimentos, tipicos do ritmo argentino e misturar com as batidas e o feeling que só o bom e velho rock'and roll podem proporcionar. Formada por Lierson Mattenhauer (voz), Phillipe da Camara (guitarra / violão), Marcelo Klemig (guitarra / violão), Ady Takaki (baixo) e Nan Tavares (bateria / percussão / programações) e com inspirações de Gardel à Incubus, a banda vêm conquistando público e espaço na cena independente, principalmente depois de serem reconhecidos por um dos "Produtores Toddy" Eduardo K. "O Edu é um puta produtor, sabendo que ele curtiu nosso som, é uma puta notícia boa pra gente continuar cada vez mais! Deu até uma estabilidade para a banda!" confirma Lierson. Mas há muito mais do que apenas uma mistura: inspiração, paixão e a voz dos sentimentos! Ao escutar Tango, você não estará apenas ouvindo a mais um álbum de rock, você estará viajando por letras, versos, rimas e poemas.


Entrevista feita por Camila, com Phillipe e Lierson.


Cinta Liga: Então vamos lá, comecem falando um pouco sobre a banda...
Lierson: O projeito é o uma idéia minha, do Phi, do Marcelo, dos irmãos Pampuri. Queríamos fazer algo diferente de tudo que estava acontecendo na cena, foi ai que o Tango nasceu!
Phillipe: É o seguinte... O projeto teve início com o fim de outra banda de rock que nos tínhamos, decidimos fazer este projeto pois estávamos cansados da cena atual que nós passamos. Aí surgiu a idéia de misturar ritimos latinos com o rock, aí pensei no tango, todos curtiram e caímos de cabeça no projeto! Mais ou menos isso...


Cinta-Liga: Legal, e por ser uma mistura diferente, como é a aceitação do público?
Lierson: As melhores possíveis! O público está acostumado sempre com as mesmas coisas, aí quando aparece algo com uma proposta diferente eles encaram da melhor forma possível!
Phillipe: As melhores possíveis e as mais diversas possíveis também, é muito engraçado! Quando fazíamos nossa divulgação com apenas "Baila Tango" a galera não intendia nada. Foi engraçado. Aí quando nós soltamos uma música a aceitação foi foda, que eles ligaram o Baila Tango com o nosso som e piraram!
Lierson: É, foi isso mesmo!


Cinta-Liga: Ooolha que bom! E falando nas músicas, de onde vem a inspiração nas composições?
Phillipe: Heitor.
Lierson: De tudo, de Gardel a Page e Plant e Piazolla!
Phillipe: Haha, então... as inspirações vêm desde Gardel à Incubus, fazemos tudo com muito sentimento e sai isso!


Cinta-Liga: O som da banda é de certa forma "teatral", como vocês o classificam?
Lierson: Classificaria como uma "Ópera Rock Pós-moderna com temperos latinos", hahaha!
Phillipe: Isso! Se voce parar para analizar nosso CD você acaba classificando como alternativo, exprimental. Sei lá, é difícil classificar.


Cinta-Liga: Realmente, quando eu ouvi eu pensei: "Caramba que diferente!"
Lierson: Essa é a intenção!
Phillipe: Nossa proposta é exatamente essa!


Cinta-Liga: Por falar nisso, vocês já têm 3 singles na internet já... há previsão de lançamento do CD?
Lierson: Primeiro semestre de 2008!


Cinta-Liga: Olha que legal, e o que o público pode esperar do CD, além dessa mistura inusitada?
Lierson: Muito rock'n'roll, e tenho dito!
Phillipe: Podem esperar um rock'n'roll com grandes influências também e algumas pirações extras!


Cinta-Liga: Sobre os "Produtores Toddy", como foi para vocês terem o reconhecimento do Edu K?
Lierson: Foi fudido! O Edu é um puta produtor, sabendo que ele curtiu nosso som, é uma puta notícia boa pra gente continuar cada vez mais!
Phillipe: Ser reconhecido por um cara que remixo uma banda que é uma grande influência para nós como Gotan Project é uma coisa surreal! Deu até uma "estabilidade" para a banda, saca? Estávamos meio desacreditados por fazermos um som totalmente diferente, então ganhamos credibilidade.
Lierson: E isso nos deu maior fé!


Cinta-Liga: Mas então, uma coisa que eu ainda não perguntei... A banda tem quanto tempo?
Lierson: Ah, o projeto vai fazer um ano e caralhada... a banda mesmo tem uns 10 meses.


Cinta-Liga: E nesse meio tempo houve alguma mudança de integrante? Alguma novidade?
Phillipe: Então, quando nós pensámos no projeto não tinha a banda formada, a banda em si se formou em 10 meses e nunca mais mudou!


Cinta-Liga: E como é a convivência entre vocês?
Lierson: Eu e o Phi sempre fomos como irmãos, e o Magu também, o Ady e o Nan estão se mostrando cada vez mais brothers. É muito divertido na realidade!
Phillipe: Eu ia fala isso ! Nós sempre damos muita risada em tudo o que fazemos, sempre acaba indo para o lado divertido!


Cinta-Liga: Já houveram casos de groupies loucas, frenéticas e histéricas darem em cima ou fazerem algo de estranho com vocês?
Lierson: Às vezes acontece, com os meninos acontece direto isso! O Kainan e o Ady que o diga! Hahahaha.
Phillipe: Dar em cima, dão sim! Teve um caso que a menina ia vir de Curitiba, mas não rolou sei lá porquê, acho que o pai não deixou, hahaha.
Lierson: É, várias coisas, mas é melhor ficar quieto né, eu namoro, comigo não rola essas paradas.
Phillipe: Só rola com os outros, menos com o Li!


Cinta-Liga: Mas sempre tem as que se atiram, não tem jeito né?!
Phillipe: Sempre!
Lierson: Sempre... tem que saber sair e não ficar chato né, fã sempre se trata com o maior carinho do mundo, sempre mesmo. Porque são eles que nos fazem seguir em frente né?! Mas os meninos aproveitam, como somente eu namoro, eles fazem a festa!


Cinta-Liga: Vocês já foram reconhecidos na rua (principalmente o Lierson que já apareceu no Ya! Dog né?!)?
Phillipe: Já sim, na Galeria do Rock aqui em São Paulo, rola mais isso quando vamos lá!
Lierson: Ah, eu já! Em banco, na galeria, em show... é bem legal o carinho do público!
Phillipe: Mas reconhecem bem mais o Lierson, pelo fato do Ya! dog, mas houveram coisas engraçadas também... na Augusta! Estava o Ady com nosso produtor Mônaco, aí umas meninas estavam com um flyers na mão em que nós íamos tocar e estavam do lado do Ady, e não reconheceram, perguntaram se ele conhecia Tango e tudo mais, falaram que era foda, mas não sabiam que ele era da banda! Na minha faculdade já aconteceu isso também, de não saberem que eu era da Tango e comentar sobre a banda, elogiando... é engraçado!


Cinta-Liga: E como é a reação de vocês?
Lierson: Ah ,eu acho legal demais, trato com o maior carinho do mundo!
Phillipe: Eu particulamente fico muito feliz, dou risada, mas não gosto de falar que sou do TANGO. Não gosto de falar que sou da banda sabe? Não sei porque! Adoro o carinho dos fãs quando vêm falar comigo sabendo que sou do Tango! Mas que nem na minha faculdade, eu não ia falar para o cara que estava falando da minha banda: "Então, eu sou do Tango!", não gosto dessas aparições.


(Lierson teve que dar uma saidinha!)


Cinta-Liga: E para finalizar: Gostariam de agradecer alguém?
Phillipe: Agradeço ao TANGO, ao Filipe Pampuri e Daniel Pampuri e Luis Moraes, por tudo que nos ajudaram desde o início do projeto. Agradecer nossos roudies, a minha família por me apoiar muito! (calma que tem mais, hahaha!). Agradeço as bandas que nos ajudam também, à todos que fizeram parte do Projeto Baila Tango e por fim à você que nos deu muita liberdade nesta entrevista não deixando ela ser chata, valeu Mila!

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

SURPRESAS!


NOVIDADES E MUDANÇAS PARA VOCÊS EM BREVE!
Gostaríamos de desejar um ano novo repleto de realizações à todos vocês e agradecer às pessoas que nos apoiaram e fizeram do nosso ano velho um verdadeiro show! Obrigada mesmo, e um "Feliz 2008 para todos nós!"

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Coopet - Porto Alegre/RS


Amadurecer é simplesmente uma evolução natural da vida. Na música, diversas vezes, amadurecer é um passo muitas vezes maior do que o que qualquer sonho já sonhado. A Coopet soube superar muitas de suas dificuldades iniciais encontradas com facilidade em várias banda independentes gaúchas e continua buscando seu reconhecimento nessa cena independente com seu jeito próprio e sem nenhum medo de rotulações ou críticas gerais, formada por Gordo (vocal), Japa (baixo), Pad (guitarra), Dani (guitarra) e Rick (bateria), tocam para expor seus sentimentos diários como uma forma conjunta de desabafo, expondo angústias, desejos e em alguns tantos casos, histórias abstratas de vidas nunca vividas. Cinco jovens que não se limitam e fortes distorções nas guitarras, a uma bateria trabalhada, ao grave do baixo e a voz admirável, e que vão em busca do que exatamente sempre desejaram, desde a formação da banda em 2005. Adicionando vocais guturais expressivos que caracterizam deveras as músicas que muitos são capazes de ouvir repetidamente enquanto automaticamente decoram as letras que facilmente "grudam" na cabeça. E é em busca de um apogeu musical que buscam realizar seus desejos utópicos sem jamais ceder a qualquer dificuldade que possa ser imposta diante do caminho da banda. E nesse ano de 2007, com regravações de músicas já conhecidas e com diversas músicas novas que foram lançadas aos poucos pela internet e no primeiro EP da banda que vêm sendo bem aceita na cena e já tiveram ótimos resultados, fazendo shows com bandas conhecidas na cena independente como Cueio Limão e ForFun (que foi realizado no último domingo 16/12).


Entrevista com Pad e Rick.


Cinta Liga: Comecem falando um pouco sobre a banda...
Pad: A Coopet nasceu na realidade em 2005. A formação inicial não era a que conhecemos hoje, tocávamos com outro baterista e outro guitarrista mas com o mesmo ideal, expor idéias e sentimentos através daquilo que tanto gostávamos e mais tínhamos em comum. Fizemos alguns shows e chegamos a um bom patamar até que tudo resfriou. Durante um tempo, parecia que não iria continuar, voltamos a ensaiar e então depois de um tempo, o nosso antigo baterista precisou sair da banda porque já tocava em outra e não tinha mais tempo e é aí que entra o Rick, o cara foda que todos conhecem. Continuamos por uns bons meses assim, até que por motivos pessoais nosso guitarrista também precisou sair e muito rapidamente tratamos de preencher a lacuna vazia com alguém de semelhante talento, e encontramos o Daniel. E seguimos até hoje nessa formação. Ensaiamos muito, crescemos juntos, como uma verdadeira família, pode-se dizer. Até que então decidimos dar um passo realmente maior: tornar nossas músicas até então escutadas apenas em alguns shows, totalmente públicas não apenas para um mercado restrito e local, mas sim para um mercado nacional incomparável e tão almejado. Lançamos o EP Reacordar com 5 faixas, e ele já ultrapassou totalmente nossas expectativas.


Cinta Liga: Há quanto tempo vocês estão com essa nova formação?
Pad: Nessa nova formação estamos com aproximadamente 10 meses.

Cinta Liga: O Pad disse que três dias vocês obtiveram 60 downloads completos!
Pad: pra ser EXATO mesmo, 67 downloads. Sendo que a gente tinha conversado e imposto entre nós um número de 50 downloads pra poder dizer que aquilo realmente tinha dado certo, e acho que deu!
Rick: Bah, com certeza! É muito gratificante ver o pessoal comentando, elogiando, e principalmente, curtindo as nossas músicas mesmo. É maravilhoso tocar num show no qual todo mundo canta junto, é sem palavras, o cara entra em alfa.
Pad: O Rick disse tudo!


Cinta Liga: E o nome da banda tem alguma história?
Pad: O nome da banda é algo realmente "misterioso", afinal, não é uma palavra existente em alguma língua. Ela na verdade é uma adaptação da palavra "cruz" em francês, de uma forma mais americana, em "homenagem" a bandas americanas que tanto influenciam nossas músicas. Além de, claro, dar um toque de humor por se referir ao carro da Corrida Maluca, o bom e velho Cupê mal-assombrado, que era um desenho que todos gostávamos muito. Uma junção de muitos detalhes, creio que podemos falar assim.


Cinta Liga: E quais as influências da banda?
Rick: Bom, influências acho que cada um tem a sua. Tipo, cada um escuta muitas coisas, eu por exemplo cresci escutando Metallica, Aerosmith... e isso juntou em uma coisa só, cada influência, cada característica de cada um se transformou no que hoje se conhece por Coopet.
Pad: Concordo com o Rick totalmente! E falando por mim, já que ele falou das influências dele... eu já cresci ouvindo Xuxa, não que isso tenha me influenciado em nada! Falando sério agora, acho que minhas principais influências são as bandas Funeral For a Friend, A Day To Remember e Finch, que são bandas que eu realmente gosto e sou capaz de deixar tocando o dia todo.


Cinta Liga: Você gosta mais de screamo então?
Pad: Eu gosto de screamo e da parte mais post hardcore do rock underground.


Cinta Liga: Falando no underground, a cena independente de Porto Alegre está crescendo muito... como está sendo pra vocês?
Rick: Acho que estamos crescendo junto, em 2005 nós já faziamos um certo sucesso na cena underground, tocávamos muito, mais de um show por fim de semana, mas de lá pra cá muita coisa mudou na cena também: novos focos surgiram, e eu acho que nós nos encaixamos muito bem nesse novo foco, pois é um foco mais maduro e é um lado mais verdadeiro da música. É nisso que a Coopet tem se focado com naturalidade.


Cinta Liga: E o que amadureceu a banda nesse tempo, até que vocês chegassem a esse ponto, a ter essa visão?
Rick: Bom, se em um ano já acontece muita coisa, imagina em dois, eu acho que foi uma evolução pessoal mesmo, cada um evoluiu um pouco, passou por experiências novas, abriu a mente para muitas coisas... isso com certeza influenciou demais a maneira em que a gente encarou a banda e encara até hoje. A nossa banda é uma conciliação de muitas coisas: de companheirismo, de amizade, de sentimento, de música de verdade, sem falsidades.


Cinta Liga: Vocês têm alguma visão para o futuro, tem uma meta que a banda deseja atingir ou vocês vão fazendo música até onde é possível...?
Pad: Acho que toda a banda almeja chegar em algum lugar, alcançar aqueles desejos mais íntimos, acredito que talvez os sonhos sejam mesclados um a um em objetivos que vão sendo traçados aos poucos, a cada passo dado, acho que isso é o importante. Dar um passo de cada vez, sem afobação. Chegar lá com mérito, no momento certo pra isso. E se nós seremos merecedores de algo bom ou não, que o tempo nos diga e enquanto isso, a gente vai fazendo a nossa parte que é se dedicar muito, suar muito para deixar o nosso trabalho audível para todo mundo.
Rick: Nós somos uma banda de verdade, sem clichês, sem maquiagens, fazemos o que nos dá vontade de fazer sempre.
Pad: Acho que isso é muito importante, não temer.


Cinta Liga: E vocês temeram na hora de entrar no estúdio pras gravações que estão no myspace?
Pad: Olha, em momento algum, como eu falei: cada passo de uma vez. Quando decidimos entrar em estúdio foi uma decisão absolutamente madura e conjunta. Paramos, sentamos e decidimos que o momento era aquele, era hora de crescer um pouco mais, e acho que esse amadurecimento acabou resultando positivamente na gravação, produção e até nos comentários que hoje nós recebemos do pessoal, né Rick?
Rick: Certamente! Claro que rolou aquela ansiedade né, comigo rolou vontade de entrar lá, sentar na salinha e tocar até os dedos caírem! E tenho certeza que com os demais integrantes foi assim também, estávamos numa vibração muito boa, e nos ensaios e reuniões é a mesma coisa!


Cinta Liga: Bom, então a banda é realmente unida em tudo o que faz?
Rick: Absolutamente! EXCETO na hora de ir ao banheiro, e certas coisas mais íntimas também. Mas agora, de resto, unido é pouco.
Pad: Acho que isso é bom, gera um clima melhor pra nós.


Cinta Liga: Então, para encerrar... sintam-se à vontade para agradecer quem quiserem!
Pad: Como eu disse, eu adorei a iniciativa de vocês e tenho certeza que isso só tenderá crescer. Acho que em primeiro lugar, o Gordo, o Dani e o Japa, todos integrantes da Coopet que não puderam participar da entrevista. E eu particularmente falando, queria agradecer a TODO mundo que sempre acreditou que esse sonho pudesse ser real assim como eu sempre tive certeza que seria. Manda ver Rick.
Rick: Eu queria agradecer à todo mundo que está curtindo o nosso som, nos elogiando e nos botando cada vez mais pra cima. E à essas meninas que estão com esse nobre objetivo e que está dando muito certo! À Coopet inteiro, como um só!


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Confira nosso fotolog:

sábado, 8 de dezembro de 2007

Cinta Liga apresenta: ADITIVE! HOJE!


Hoje, logo mais a noite a equipe Cinta Liga tem a honra de apresentar ADITIVE em seu primeiro evento. Contando também com bandas locais: In diem (em sua tão esperada estréia), Lótuz, Fall Over, Ever Green, Second Fase e Blefe.
Haverá sorteio de tattoos de henna, camisetas e CD's.
NÃO PERCAM!


Ingressos a R$10 na Planet Music (Shopping Campo Grande), Rock Show (Afonso Pena) e Rock Style (Camelódromo) ou na hora por R$15!
Local: Café Moinho Live Music (próximo ao Colégio Avant Gard)
Horário: 21h (abertura: In diem)

domingo, 11 de novembro de 2007

Atrack - Porto Alegre/RS



A 10 anos a Atrack é uma das principais bandas do rock independente nacional, uma banda de estrada, que possui letras que retratam o cotidiano de uma sociedade miserável, riffs pesados que alcançam os ouvidos mais remotos, a ATRACK faz do rock um meio direto de expressão através da música.

Formada na cidade de Porto Alegre – RS/Brasil no final de 1997 com Felipe Lazzari no baixo e voz, Geison Knox na guitarra, Igor Paiva também na guitarra e Rafael Landon na bateria, a banda foi influenciada por grandes nomes do rock que já eram reconhecidas nos anos 90´. Bandas que moviam os 4 “guris” para seguir em frente e fazer com que sua música ultrapasse as fronteiras do Rio Grande do Sul.

Com a chegada do ano de 2000, veio a necessidade de gravar o primeiro CD, com muito mais experiência a ATRACK entra então em estúdio para gravar aquele que os colocaria em um lugar de destaque na cena underground do Sul do país. Assim é lançado o “Sonhaste...”, um sonho que não poderia ter se tornado real se não fosse pela ajuda do selo de Recife – PE Transrecords, que fez a distribuição do trabalho em nível nacional. Neste mesmo ano, após muitas cópias vendidas, a banda gravou seu primeiro vídeo – clip, executado em redes de TV nacionais e principalmente nas TVE´S de vários estados. O canal do sucesso estava então aberto e a ATRACK começa então a fazer Tour´s não apenas pelo interior do RS, mas alcançou também os estados de SC e PR.

Em 2003, depois de entonar em alto e bom som seu trabalho para o público de todo o sul do país, a ATRACK entra novamente em estúdio para gravar seu segundo CD, intitulado “Situações criadas por você” e lançado pelo selo Orphan Records de Santos – SP. Com isso começam as lendárias Tour´s pelo Sudeste ao lado de grandes bandas do cenário nacional como Garage Fuzz e Dance of Days, marcaram a história da banda no mitológico Bar Hangar 110 em São Paulo – SP.

A faixa Jane Lee começa a ser executada em rádios do Estado do Rio Grande do Sul, com o grande sucesso a música ganha personagens reais e é então encenada diante de câmeras e todas as “parafernalhas” que fizeram do vídeo – clip um trabalho espetacular alcançando a maior rede de TV dedicada à música: a MTV. No ano seguinte as Tour´s pelo Brasil foram ainda mais freqüentes, trazendo para a ATRACK o Prêmio Revelação 2004 no Zona Punk Awards, renomado site entre as bandas independentes.

Em 2005 com novos integrantes que trouxeram novas influências, a ATRACK entra mais uma vez em estúdio para gravar seu terceiro CD. “Observando...” lançado pelo selo de Balneário Camboriú - SC, Porão do Som Discos, marca a ATRACK com maturidade e suor a cada riffs. Lançado em uma Tour que girou o Brasil, a Vans Zona Punk Tour 2005, se encarregou de levar aos ouvidos mais distantes e exigentes o não tão velho e puro hardcore melódico.

Já em 2006 não fugiu da rotina de viagens e shows locais, a ATRACK apresentou-se ao lado de uma das mais importantes bandas do cenário mundial do Hardcore Melódico, o NOFX, banda californiana que influenciou a ATRACK todos esses anos. O NOFX apresentou-se em algumas cidades do Brasil, mas em Porto Alegre quem fez a abertura do show foi a ATRACK.

2007 esta aí e a ATRACK esta pronta para continuar explorando este enorme país em busca de lugares novos para a realização dos shows, com isso, sem deixar a peteca cair, estão trabalhando sério em novas composições para que se realize o quarto CD, em outras palavras, estão prontos para quebrar tudo em qualquer parte do Brasil.

A Atrack comemorou 10 anos de estrada no dia 20 de outubro fazendo um show em Porto Alegre no bar Garagem Hermética. Em setembro fizeram uma das melhores turnês que passaram por cinco cidades da Argentina!
Vale a pena conferir!

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